
Ninguém sofre tanto e carrega tantas dores quanto uma mãe. As vezes eu me pergunto como é que elas aguentam, como não sucumbem. Falo de mães de filhos doentes, de filhos dependentes de drogas, de filhos desaparecidos, de filhos roubados em maternidades, de filhos que vão pra guerra, de filhos que fazem a guerra, de filhos mortos prematuramente. Como elas se mantêm de pé? Que força é essa? Que Ser divino é esse, que mesmo em meio a uma dor dilacerante, pela perda de um filho, ainda consegue segurar a onda pra manter o resto da família de pé?
Mãe não é aquela que faz o que pode. Mãe sempre faz o que não pode por um filho. Mãe trabalha 16 horas por dia e nas outras 08 fica de plantão. Mãe não tem fim-de-semana, nem férias e muito menos aposentadoria. Mãe é sol e lua. Dia e noite. Mãe é onipresente. Ela sempre sabe sabe quando um filho não está bem. Mesmo quando ele está do outro lado do Oceano.
Não adianta tentar disfarçar, ela sempre sabe. Seja pelo olhar, pelo andar, pela forma de fechar a porta, pela cor da pele, pelo cheiro ou pela "energia no ar".
Mãe sempre tem um remédio pra tudo – de resfriado a desespero. Nem sempre cura, mas invariavelmente alivia.
Comida de mãe celebra a união e a paz.
Colo de mãe restaura a esperança.
Amor de mãe patrocina a vida.
E a vida sempre se refaz pelo amor de uma mãe.
Claro, dedico esse texto a minha, que é a melhor mãe do mundo
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